sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

amenidades e pequenas alegrias

cinco e meia da tarde de quinta-feira e um c4 pallas de vidros completamente pretos pára no portão lateral do meu trabalho, abre a porta traseira esquerda, espera apenas o tempo d´eu pular para dentro e vai embora, misteriosamente. quem viu esta cena suspeita deve ter pensado horrores sobre a minha pessoa. mas não, meu povo, eu fui só comer um pão com manteiga na chapa na ricopane com a donatela e o silveirinha (que queria ser o halley de cauã reymond!). pouco glamour, e muita alegria.

e por falar em a favorita, a globo está exibindo a quarta temporada de lost - que eu já vi há quase um ano porque sou uma lostmaníaca e baixo os episódios pela internet para vê-los com um delay não maior do que 24 horas depois que ele é exibido nos estados unidos. eis que essa semana eu assisti a reprise do episódio em que o desmond vai e volta no tempo e promete (e cumpre!) que vai ligar para a penélope (wildmore) oito anos depois, na noite de natal de 2004. eu enlouqueci, meu povo. e chorei um rio de novo com todo aquele romantismo com elementos de física quântica. tem jeito não, meu coração dom quixosteco resiste forte debaixo de toda a minha racionalidade alardeada.

e maysa, queridos? que seriado é esse? tá certo que ela era uma amy winehouse tupiniquim da década de 60, mas que tá lindo, isso tá. pena que acaba hoje. maneco arrasa, como sempre. e o jayme monjardim teve um colhão voador para dirigir a história da mãe nada convencional que lhe tocou ter nesta vida, não? bravo!
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e hoje eu fui cantar parabéns e abraçar nossa amiga olive oil no limone na hora do almoço. nossa amizade me remete a um tempo em que fui muito feliz. foi minha pequena alegria do dia.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

redação: minhas férias

ah, queridos, a viagem, como vocês podem ter deduzido pelo regresso do sorriso do gato da alice ao meu rosto nas fotos postadas, foi maravilhosa. descansei mais a cabeça do que o corpo e aquietei um bocado o coração, o que, no meu caso, é sempre algo a comemorar. depois de todos os acontecimentos de 2008, parece-me que nada me cairia tão perfeitamente bem como começar 2009 às margens do guadalquivir – nem mesmo começá-lo às margens do sena, que era a mais pomposa programação inicial. (estou cada vez mais certa de que a vida tem vontade própria!).
voltar à lisboa foi um excelente pretexto para ir ao porto, a santiago de compostela, a sevilla, a óbidos e a sintra, e também para passar um dia em madrid, revisitando meus lugares preferidos, com destaque, naturalmente, para o meu (parque del) retiro, que decididamente é o lugar do mundo inteiro que mais se parece comigo. vou logo avisando que se algum dia vocês forem ao retiro e não se lembrarem de mim, podem esquecer que eu existo, apagar meu telefone e me excluir de vossos orkuts – uma ofensa imperdoável!
durante estes dias no velho mundo, caiu-me a ficha de que a coisa que eu mais gosto da europa, e que me faz escolhê-la sem pestanejar como meu continente mais atraente, é a perenidade das coisas. voltar catorze janeiros depois a lisboa e perceber que, à exceção da moderna (e linda!) arquitetura de calatrava do parque das nações, inaugurado por ocasião da expo 98 na parte mais oriental da cidade, quase tudo permanece no mesmo lugar, até mesmo a loja de vinhos do seu napoleão – um simpático senhorzinho com quem conversamos, eu e mamãe, em janeiro de 95 – é bonito e particularmente reconfortante para mim, que sou uma mulher, sob muitos aspectos, perene. perceber que, excetuando-se as novas esquadrias (sou filha de arquiteto e conhecedora, portanto, do vocabulário técnico da construção civil) das janelas do meu quarto, na calle valderrey 32-1A, em madrid, não apenas o prédio, mas todo o entorno, continuam imexidos, é de uma alegria e de um enternecimento talvez apenas conhecidos por corações cancerianos como o meu.
dei-me férias de tudo: do trabalho, do despertador, do celular, do computador, do salto alto, das convenções, das pessoas, da dieta, e até mesmo da intolerância à lactose. e que a mamãe não leia esta biroska, mas foi tanto leite integral com cola cao, tanto chocolate com churros, tanto pastel de belém, tanto cream cheese e tanto sorvete que estou certa de que se eu não estivesse sob a proteção de meus deuses europeus, eu teria baixado o hospital pelo menos umas duas vezes... e olha que eu não senti absolutamente nada! no mais, andei tanto, mas tanto, e subi tanta ladeira e tanta escada, de tanto metrô, de tanta igreja e de tanto castelo, que engordei, com toda essa comilança, apenas e tão somente um único e mísero quilo. (levando em consideração o meu projeto de emagrecer cinco quilos nos próximos cinco meses, incluir um quilo a menos e um mês a mais ainda me deixa no lucro!).
obviamente que depois de uma viagem como esta, a tantos lugares lindos e inspiradores, muitos são os momentos para se ver em filme no último segundo da vida. tantos, que eu não conseguiria escriturá-los todos aqui. se eu tivesse de escolher apenas seis deles para dividir com vocês, seriam estes, em ordem cronológica: o primeiro pôr-do-sol às margens do tejo, na torre de belém (aquele que eu postei a foto lá embaixo); o vento gelado no rosto enquanto eu caminhava pela ponte sobre o rio douro, no sentido gaia – porto; a primeira vez que eu vi a catedral de santiago de compostela, iluminada, numa noite mágica e sob uma garoa tão fina que a gente via a água contra a luz, mas não a sentia; minha sagrada caminhada pelo retiro, em madrid; a missa da paz do primeiro de janeiro, celebrada em espanhol, e tocada com guitarras flamencas e castañuelas, na magnífica catedral de sevilla; e a última lua (cheia) portuguesa, na gare do oriente.
são inúmeras, queridos, as possibilidades desta vida – e isso é algo bem providencial para lembrarmos neste começo de ano, não?
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*a foto postada é da inquietante frase de cesário verde - poeta português - gravada em azulejos numa das paredes da estação cidade universitária, no metrô de lisboa, pela qual passei (não completamente ilesa!) algumas vezes estes dias.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

imagens de uma viagem - parte dois

.óbidos.
.sintra.
queridos, já estou em casa. temi pela minha vida no vôo de volta, mas cheguei sã e salva, no sábado à noite. estou ainda me recuperando do fuso, dos choques térmico e psicológico (segundo uma amiga minha, a pior coisa do mundo é chegar da europa e dar de cara com a foto da rocicléa no desembarque do pinto martins), e colocando as coisas em ordem. volto a trabalhar na quinta e, antes disso, há um milhão de coisas a serem cumpridas. assim que der, passo aqui para escrever sobre a viagem. até lá, deixo vocês com mais fotitas, porque as imagens falam mais que mil palavras e porque me ensinaram que há que se dividir a beleza vista e os sorrisos dados.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

imagens de uma viagem

.lisboa.
.porto.
.santiago de compostela.
.madrid.
.sevilla.
queridos, e 2009, como chegou para vocês? para mim, chegou bonito, ao som de um flamenco imaginário, em meio a uma multidão de desconhecidos, às margens do guadalquivir, algumas horas antes que para a maior parte de vocês. já estou de volta a lisboa, aproveitando os últimos dias de minhas férias. como preciso de bastante tempo para escrever sobre as coisas bonitas que ando vendo por aqui, e não quero desperdiçar nenhum ventinho gelado no rosto, prometo que o farei assim que voltar ao brasil, no próximo final de semana. por enquanto, deixo as fotinhas que prometi (depois posto mais), está bem? se cuidem por aí. beijos e linda primeira terça-feira do ano para vocês!!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

hola chicos! (desde españa)

queridos, como foram de natal? e como estão os preparativos para o revéillon? espero que vocês estejam bem felizes e fazendo todos aqueles planos de vida melhor no ano novo. eu, aqui, já comecei a fazer o meu balanço e a pensar no bem. hoje cheguei a santiago (de compostela). saí para dar uma volta e tomar una taza de chocolate caliente con churros (huuuummm!) agora há pouco e dei de cara com a catedral (destino de milhares de peregrinos do mundo inteiro) iluminada - uma emoção indescritível! amanhã volto lá e entro para fazer minhas orações de agradecimento e para pedir as três únicas coisas que peço sempre, para mim e para os meus: paz, saúde e proteção. os dias aqui estão frios de rachar. dizem que está sendo um dos invernos mais rigorosos dos últimos muitos anos, no que acredito plenamente. vim de lisboa com uma parada estratégica de dois dias no porto - uma cidade encantadora e imperdível. estou aproveitando esta viagem, que apelidei de "circuito oval pela penísula ibérica" (lisboa - porto - santiago - madrid - sevilla - faro - lisboa), para ir a cidades em que nunca estive ou para voltar (com um novo olhar) a lugares especiais. estão sendo dias lindos, em que tenho pensado bastante na vida e em alguns de vocês e batido umas fotos bem bonitas que logo postarei aqui. vou indo, mas tento voltar aqui antes da noche vieja, para desejar feliz ano novo ou para dividir com vocês algumas das coisas lindas que tenho visto por aqui, vale?
p.s.: nem preciso dizer o quanto eu estou feliz por colocar outra vez os meus pezinhos sobre esta "minha terra", né? olé!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

eu e o sol

queridos, graças ao fantástico vôo da tap, que cruza o atlântico, saindo de fortaleza, em apenas e tão somente seis horas, amanheci hoje em lisboa. ainda era madrugada no brasil, mas aqui saíam os primeiríssimos raios de sol quando cheguei.
compartilho com vocês os últimos raios do mesmo sol, que tão lindamente me recepcionou no primeiro dia deste meu tão esperado retorno a este país encantador chamado portugal.
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*acrescentem 3 horas ao horário da postagem abaixo para calcular o meu fuso aqui estes dias, ok?

domingo, 21 de dezembro de 2008

natal intercontinental

um beijo de natal do tamanho do mundo para vocês, queridos.
vou estar longe, mas com vocês no coração.
darei notícias assim que der.
fiquem em paz, pensem no bem, comam rabanadas e sejam felizes.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

meu melhor

porque não basta ser tia, tem que tietar.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

livre para voar

ai, queridos, sobrevivi. a estes últimos dias. a ontem, especialmente. hoje, matei dois leões dos grandes e saí da arena na prorrogação, depois dos quarenta e cinco do segundo tempo, mas ainda viva e feliz, com a impagável sensação de dever (bem) cumprido. a única coisa que lamento é o fato de terem ficado - a despeito de todo o meu sobre-humano esforço - exatos sete processos sobre a minha mesa, à espera de meu retorno, daqui a quase um mês inteiro. só Deus sabe a sensação de alívio que foi olhar para a minha mesa arrumada, desligar o ar, apagar as luzes e cruzar aquele portão da osvaldo cruz pela última vez neste dois mil e oito estranho. agora é desligar, tomar um bom banho (daqueles de deixar a casa toda cheirando a maracujá), comer alguma coisa gostosa, resolver as pendências, arrumar as malas e, dentro de cinco dias, entrar no avião e cruzar um oceano para onde não espero ver absolutamente ninguém que eu conheça. como a vocês eu não vejo mesmo, mas apenas interajo por aqui (!), prometo dar notícias, postar umas fotinhas legais e passar para saber o que vocês também têm feito de bom, vale? antes de ir, ainda apareço para desejar feliz natal. por hora, deixo os recadinhos abaixo:
*troço, no meio dessa bagunça ainda vou arrumar tempo para o nosso sorvete, viu? com intolerância à lactose e tudo. tenha fé!
*clara e mô, acho que o que é nosso tá guardado para a próxima calçada de ipanema, que eu espero (muito) que saia em dois mil e nove.
*preta, agora que eu vou lembrar que existe vida fora da faculdade, vou te mandar aquele e-mail para combinarmos nosso encontro em coimbra. vai ser bom demais ver alguém que eu nunca vejo por aqui além-mar.
*nêugas, nem sei mais se tu ainda lê esta biroska, mas eu juro que eu vou "comparecer à bateria do caixa" e te ligar amanhã para a gente marcar a nossa última mesa de canto do ano. tô até escrevendo, porque sei que a minha palavra, neste caso, tá valendo menos do que o cd pirata da banda calypso no beco da poeira.
*xará linda, não deu mesmo - de novo! - para ir no teu bazar, que deve ser tudo de mais lindo nessa vida, mas eu prometo que no próximo eu vou, viu? e vai ser o encontro de candices mais bonito que o mundo já viu.
*todos, beijos e lindos últimos dias do ano para vocês, onde quer que vocês estejam.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

e me pergunto:

ainda tem alguém aí?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

unthinkable good things can happen, even late in the game...

queridos, a vida anda ainda mais corrida do que o habitual por aqui. final de semestre é sempre um periodozinho de lascar. muita coisa para fazer, para acertar, para deixar pronto. muito aluno sem futuro querendo resolver em um dia um semestre inteiro de lambança, um caos total. eu? sem tempo nem para respirar. comendo mal e dormindo pior ainda. chegando em casa às dez (da noite, claro!) e demorando até as três (da matina!) para desligar da tomada, de tanta eletricidade. acordando quatro horas depois, mooooooooorta de sono, oficórsi. no meio de tudo, no entanto, alguns preciosos momentos de prazer: uns presentinhos de natal chegando (chocolates, perfuminho bom, livrinhos de poesia de florbela espanca-me!); umas poucas providências para a viagem; meu encontro comigo mesma* ontem (tão interessante e revelador!); uma pizzazinha com amigos em plena terça no rosso; o almoço, em petit comité, de despedida da camis (foi-se uma era - vou sentir saudades da dupla dinâmica C1 & C2!) hoje, na casa dela; uma lua cheia chegando...
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*clarita, querida, lo siento, mas não é conveniente contar para o "grande público" que por aqui aparece. depois de mr. google - bem sabemos! - nunca mais estivemos a salvo. detalhes sórdidos na coxia, quando os dias me permitirem, ou uma calçada de ipanema, num futuro não tão distante.

domingo, 7 de dezembro de 2008

a quem interessar possa (ou não)

*a vida é generosa. tira com uma mão e dá com a outra. não que haja compensação possível para certas coisas, mas sou resignada e estou certa de que o que não me mata, me fortalece.
*voltei ao trabalho na quinta e estou sozinha na coordenação mas acho - eu disse acho! - que sobrevivo até o dia 17.
*contagem regressiva para o dia 22 e minhas merecidas férias, bem longe daqui.
*até lá, milhões de coisas para fazer entre trabalho, médico, exames, presentes, lavanderia, malas, correções de provas, defesas de monografias, festival de dança da nic, almoços, jantares e despedidas.
*enquanto isso, livros que se acumulam na minha cabeceira: a terceira xícara de chá (greg mortenson & david oliver relin - a terminar), a sombra do vento (carlos ruiz zafón), o jogo do anjo (carlos ruiz zafón), a cidade do sol (khaled hosseini) e a menina que roubava livros (markus zusak).
*filme bonitinho o que eu vi ontem no dragão do mar: eu, meu irmão e nossa namorada - título em português para o original dan in real life. despretensioso, mas fofo. e recheado das ironias da vida.
*a propósito, imperdível o novo do woody allen - vichy cristina barcelona - visto alguns dias atrás. penélope cruz, lindaaaaaaaaa, botando a scarlett johansson no chinelo. sim, as filmagens foram feitas na minha terra (barcelona e oviedo) e a trilha flamenca naturalmente tem um significado enorme para mim.
*a árvore de natal da praça portugal montada. bonita que só. toda de labirinto - um trabalho artesanal típico do ceará. estou tentando conseguir uma foto, para dividir com vocês, como fiz ano passado.
*as árvores do aldeota mall cheias de luzinhas. dá gosto voltar do trabalho pela desembargador moreira.
*terça eu tenho um encontro importante comigo mesma. se eu achar conveniente, conto para vocês depois.
*sorte do dia do orkut: sorria. isso basta.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

olha as coisas melhorando

queridos, estou melhorzinha. voltei para casa e a encontrei cheia de borboletas, estrelas, balões, flores e cheirinhos (tudo com um significado implícito!). coisa da minha mãe, que pegou a minha chave e foi lá, escondidinha, me fazer mais este mimo.
ah, queridos, eu preciso dizer que tenho os melhores pais do mundo: meu pai é a minha base, a minha segurança, e minha mãe é pura luz, leveza e transcendência. ficar mais perto deles sempre me ajuda a me curar mais rápido das pauladas desta vida.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

absoLUTO!

queridos, estou aqui, quietinha ainda, ferida, com o celular desligado, refugiada na minha carapaça de caranguejo, ainda na casa dos meus pais, sob os cuidados e amor intensivos dos meus. falta-me, literalmente, um pedaço. perdi meu bebê às onze semanas de gestação e parte do coração. tenho tentado ser forte. enfrentei com coragem o invasivo procedimento hospitalar da última terça-feira. choro pouco, e em silêncio. parece que a anestesia anestesiou-me a alma. não há proporção entre o que choro e o que sinto. vez por outra escorre-me uma lágrima (fora de contexto) de um dos olhos. estou certa de que um dia (que pode ser amanhã ou daqui a vinte anos), em algum lugar (talvez o chão do meu banheiro ou diante do grand canyon), chorarei todas as lágrimas não vertidas estes dias. hoje, uma semana depois, me sinto um tantinho melhor. devo agradecer – e por isto, em grande parte, estou aqui – às mensagens, aos e-mails, aos scraps, aos buddypokes, às tentativas frustradas de falar comigo (devidamente registradas pela oi), às visitas no hospital, às boas vibrações e ao amor enviados por telepatia ou outra espécie de sintonia espiritual ainda não rastreada pela ciência, às nhás bentas, às substituições no trabalho... muito obrigada, mesmo. quinta-feira acaba minha licença médica e devo retomar minhas atividades normais, o que certamente me ajudará a tocar a vida para a frente, como deve ser. pouco depois virão as férias e o providencial fim deste bissexto tão emocionalmente complexo para mim. vou viajar. sair daqui um pouco me fará um bem danado, eu sei - sempre faz. só não sei ainda para onde. os últimos acontecimentos zoaram toda a programação, que originalmente incluía praga, paris e londres. foi um tal de "vai", "não vai mais", "vai de novo não sei mais para onde" que não estranharei se acabar decidindo na véspera. tenho pensado em portugal. as passagens da tap estão compradas e temos um apartamento (vazio e muitíssimo bem localizado) para ficar em lisboa. perderíamos o trecho até praga e a passagem de trem entre paris e londres, mas em compensação não gastaríamos os milhões de euros não programados antes da crise financeira mundial e manteríamos o projeto "europa com sérias restrições orçamentárias". no mais, seria uma viagem absolutamente sem stress, como pede o meu momento. friozinho suportável, correria zero, muita calma para fazer tudo, retornar a cascais, ao estoril, ir a sintra, talvez ao porto, ou rumar para o sudeste, atravessar a fronteira para a minha terra e passar uns diazinhos em sevilla... dar um olé em 2008 e entrar 2009 bem longe daqui. outra possibilidade, menos pretensiosa, é cumprir o já tradicional ritual paulistano de natal. por hora, nada sei. pode ser uma coisa, outra, as duas, ou nenhuma das duas - o que, confesso, me irritaria profundamente num outro momento, mas não agora. os últimos acontecimentos me lembraram a impermanência da vida e a inutilidade dos grandes planejamentos. à medida que as coisas forem se redesenhando, vou contando a vocês, tá bem assim?
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beijos especiais para aqueles que com palavras e/ou atos me ajudaram a sobreviver à esta semana: dr. olimar, dr. marcelo, mônica, clara-lu, carol troço, claudinha mãe-do-troço, carol prima, nana, pri, manu, gê, olive, ju, juju, otávio, camis, vanis, abniza, chelzinha, nic, saulito, mari, déa, tuca, vicente, san, toti, kika, dona vera, seu luís, tia lulu, tio odar, davi, dani, vovós, tio régis, tio rogério, tio fernando, cecis, alê, nídia, socorro, eliana, sand, sam, henry, nininha, lilil, chrys, sharon, zezê, fê, papi e momi.
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recado especial para clara-lu: o importante é tomar nossos rinocerontes por camundongos e não perder o bom-humor jamás. e eu prometo voltar a sorrir como o gato da alice. pode demorar um pouquinho, mas prometo.

domingo, 2 de novembro de 2008

obama for america, obama for the world!

ando nervosa com as eleições desta semana. sou descrente dos americanos. os acho incapazes de eleger um democrata negro anti-imperialista de sobrenome hussein. queira deus que eu esteja errada, queira deus.
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tento voltar esta semana para falar de mim. há um bocado para falar sobre mim depois de brasília.