lying in my bed i hear the clock tick,
and think of you
caught up in circles
confusion is nothing new
flashback to warm nights
almost left behind
suitcase of memories,
time after...
sometimes you picture me
i'm walking too far ahead
you're calling to me, i can't hear
what you've said
then you say: go slow
i fall behind
the second hand unwinds
if you're lost you can look and you will find me
time after time
if you fall i will catch you
i'll be waiting
time after time
if you're lost you can look and you will find me
time after time
if you fall i will catch you
i'll be waiting
time after time
after my picture fades
and darkness has turned to gray
watching through windows
i´m wondering
if you´re ok
secrets stolen from deep inside
the drum beats out of time
if you´re lost...
-------------------------------
porque hoje eu dirigi ouvindo essa música, time after time.
[e porque eu já tive uma gata chamada cindy (lauper)]
terça-feira, 31 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
do outro lado
mais um belo filme fora do circuito. trata-se de uma co-produção turco-alemã justamente premiada em alguns dos mais importantes festivais europeus, incluindo melhor roteiro em cannes 2007. o mote é o entrelaçamento de vidas supostamente distantes e intangíveis. adorei. talvez porque eu tenha a nítida sensação de que somos mesmo apenas os peões no jogo dos deuses. -----------------------------
p.s.: destaque para a belíssima trilha sonora.
quarta-feira, 11 de março de 2009
o gabarito
1. quando eu tinha treze anos, fui convidada para ser angelicat (leia-se ‘paquita da angélica’) e não aceitei. (V)
era julho de 1989. eu voltava do festival nacional de dança de joinville, acompanhada da minha mãe e da minha irmã, e paramos no rio para visitar uns tios e primos que ainda vivem no mesmo endereço da nascimento silva. foi a primeira vez que eu fui ao rio e ainda lembro do encantamento que foi sair do túnel rebouças, no caminho entre o galeão (hoje tom jobim) e ipanema, e dar de cara com o cristo, iluminado, lá no alto. era noite. lembro-me de termos nos hospedado num hotel da visconde de pirajá, bem próximo à esquina da farme, onde até a penúltima vez que estive lá havia o primeiro mc donald´s em que comi na vida. naquele então, minha prima – a nana – era angelicat e trabalhava como assistente de palco da angélica no clube da criança fazia já alguns meses. eis que, neste contexto, lá fui eu, com ela, passar um dia inteiro na extinta rede manchete (que ficava naquele prédio bonito do niemeyer, na frente do aterro do flamengo), acompanhando a gravação sucessiva de uns cinco programas, que foram ao ar numa mesma semana, alguns dias depois. eu era, então, uma pré-adolescente do final dos anos 80, e aquilo, para mim, naturalmente, foi o máximo: passar um dia numa das maiores redes de televisão do país (para quem não lembra, os bloch eram donos de um verdadeiro império!), com direito a almoçar com os artistas no refeitório comum e a transitar livremente pelos bastidores e camarins... e foi assim que veio o convite, da boca de um dos produtores... e eu tive de recusar porque, entre outras coisas, eu não morava no rio. [e não, clarita, não era necessário ser loira. só havia esse pré-requisito para paquitas. minha prima era (é) morena e pelo menos duas outras angelicats dessa época, a elaine e a marcela, também eram. acho que só havia uma loira na época, que se não me falha a memória atendia pelo nome de rosy. e depois que a nana e a marcela saíram, entrou a giovanna (antonelli), que também era (é) morena].
2. eu quase morri eletrocutada em madrid. (V)
foi em dezembro de 2000. não me perguntem como, mas eu consegui deixar cair um secador de cabelo ligado na tomada numa pia cheia d´água (que na ocasião funcionava como um ‘balde’ que deveria gelar uma garrafa de leite – uma coisa dessas obviamente não poderia dar certo!). eu estava descalça, molhada e enrolada numa toalha igualmente molhada. num impulso, meti a mão dentro d´água para salvar o secador. só estou aqui para contar a história porque, no exato momento em que minha primeira ponta de dedo tocou a água, o disjuntor disparou e acabou com toda a luz do hotel convención pelos quarenta minutos subseqüentes. sim, por literalmente um triz eu não voltei morta, e preta, da minha lua-de-mel! o mais curioso é que agora em dezembro eu queimei outro secador na espanha, desta vez em santiago, e ele levou junto toda a luz do prédio da flá por pelo menos uns vinte minutos (até nós acharmos o tal do disjuntor!). e, não, eu não sou desastrada - meus secadores de cabelo é que já nascem destinados a morrer na espanha.
3. eu já dancei a ave maria de gounod, de calcinha e sutiã, ao meio dia, no palco externo do teatro josé de alencar. (V)
coisa que saiu da cabeça (maravilhosamente louca) do fernando mendes – que Deus o tenha! éramos eu, carlota, vilemara e christiane, de calcinha e sutiã, escandalizando o povo, debaixo de um escaldante sol de meio dia, e em cima de uns cavaletes (uma coisa meio deborah colker), naquele jardim maravilhoso do burle marx. e a ave maria de gounod no mundo! isso foi em algum dia entre 1991 e 1993 e agora eu sei porque ‘jesuismechicoteia’ até hoje [não foi candy shop que eu dancei pelada em cima da mesa da santa ceia não!].
4. eu perdi um irmão. (V)
eu tinha mais ou menos uns quatro anos quando meus pais me deixaram na casa da minha avó esther e ficaram de me trazer um irmãozinho, que não chegou. não tenho muito mais referências do fato porque foi um episódio familiar doloroso sobre o qual durante muitos anos evitamos, todos, falar. só sei que a bolsa da minha mãe rompeu antes dos nove meses de gestação e o médico esperou tempo demais, e que eu gostaria, muito, de ter tido esse irmão. sempre tive a sensação de que eu teria tido com ele a afinidade que nunca tive com minha irmã.
5. eu perdi um bebê. (V)
foi no final do ano passado. tive o que a medicina chama de aborto espontâneo retido, coisa comum na primeira gravidez. descobri numa ultrassom de rotina, às onze semanas de gestação. foi bem triste e ainda não me sinto preparada para falar muito mais sobre o assunto.
6. quando eu morava na espanha, os meus colegas do curso de espanhol para estrangeiros achavam que eu era filha do presidente do brasil. (V)
essa é engraçada. era 1995 e eu fazia um curso intensivo de espanhol para estrangeiros nas imediações da calle princesa, em madrid. éramos eu e minha prima carol, brasileiras; um casal de japoneses; um casal de americanos; um alemão; algumas holandesas; e um árabe, o rabah. o rabah era super engraçado e me ensinou a escrever, da direita para a esquerda, o meu nome em árabe, que ficou parecendo uma bonequinha. do nada, só para zoar, ele inventou que eu era filha do presidente do brasil. as holandesas tinham amigas holandesas em outras turmas e estava formado o fuzuê. na hora do intervalo, chovia de gente na porta da nossa sala para conhecer ‘a filha do itamar’. e de nada adiantava eu dizer que era invenção dele, porque ele dizia que eu não admitia por questões de segurança... acho que até hoje tem gente aí pelo mundo que conta que estudou espanhol com a filha do presidente do brasil.
7. eu tenho intolerância à lactose. (V)
descobri há uns dois anos. desde então, só tomo leite de soja. me recuso a tomar lactase sintética (a enzima que produzo menos do que necessitaria para metabolizar a lactose, açúcar presente no leite e derivados) e vou controlando como dá. passei três meses sem comer absolutamente nada que contivesse lactose. nessa época, descobri que quase tudo contém lactose ou o que eles chamam de ‘traços de leite’. comer fora de casa era quase impossível. só dava para comer sushi, sem queijo. hoje até posso comer pizza e sorvete, só não dá mais para comer os dois no mesmo dia.
8. minha mãe foi operada de apendicite quando estava grávida de mim. (V)
ela estava com três meses de gravidez e começou a sentir alguns sintomas. naquela época, a medicina não dispunha de métodos para comprovar o diagnóstico e o médico resolveu operá-la ‘no escuro’, porque coincidentemente a mulher dele tinha tido a mesma coisa, também grávida, alguns meses antes, e era apendicite. numa situação dessas, se a pessoa não opera, o apêndice pode supurar e o risco de morte é iminente. e foi assim que, mesmo não garantindo a sobrevivência do bebê (que no caso era eu!), ele resolveu operar a minha mãe. e era apendicite. e a operação foi um sucesso. e eu sobrevivi.
9. meu pai foi atropelado por um ônibus quando tinha 7 anos de idade. (V)
triste, mas também é verdade. ele foi comprar pão, soltou a mão do empregado, correu e não viu o ônibus - sabem como é criança. saiu até no jornal, com a fotinha dele da primeira comunhão – a mesma que estampa um porta-retrato na casa da minha mãe. outro dia, a minha avó me mostrou o jornal amarelado e eu não gosto nem de lembrar do que dizia a manchete sobre a foto. foi bem grave. ele passou vários meses deitado e teve praticamente que reaprender a andar, tadinho! mas superou, e hoje joga tênis toda terça e quinta de manhã. e tem só uma cicatrizinha desfalecida na barriga, onde teve de operar a bexiga, que estourou.
--------------------------------
viram só a pegadinha? todas as alternativas verdadeiras... mas eu falei que o meme era adaptado... pra vocês verem como todas essas coisas podem acontecer a uma só pessoa, numa só família, ainda mais se essa pessoa for eu, e essa família for a minha.
era julho de 1989. eu voltava do festival nacional de dança de joinville, acompanhada da minha mãe e da minha irmã, e paramos no rio para visitar uns tios e primos que ainda vivem no mesmo endereço da nascimento silva. foi a primeira vez que eu fui ao rio e ainda lembro do encantamento que foi sair do túnel rebouças, no caminho entre o galeão (hoje tom jobim) e ipanema, e dar de cara com o cristo, iluminado, lá no alto. era noite. lembro-me de termos nos hospedado num hotel da visconde de pirajá, bem próximo à esquina da farme, onde até a penúltima vez que estive lá havia o primeiro mc donald´s em que comi na vida. naquele então, minha prima – a nana – era angelicat e trabalhava como assistente de palco da angélica no clube da criança fazia já alguns meses. eis que, neste contexto, lá fui eu, com ela, passar um dia inteiro na extinta rede manchete (que ficava naquele prédio bonito do niemeyer, na frente do aterro do flamengo), acompanhando a gravação sucessiva de uns cinco programas, que foram ao ar numa mesma semana, alguns dias depois. eu era, então, uma pré-adolescente do final dos anos 80, e aquilo, para mim, naturalmente, foi o máximo: passar um dia numa das maiores redes de televisão do país (para quem não lembra, os bloch eram donos de um verdadeiro império!), com direito a almoçar com os artistas no refeitório comum e a transitar livremente pelos bastidores e camarins... e foi assim que veio o convite, da boca de um dos produtores... e eu tive de recusar porque, entre outras coisas, eu não morava no rio. [e não, clarita, não era necessário ser loira. só havia esse pré-requisito para paquitas. minha prima era (é) morena e pelo menos duas outras angelicats dessa época, a elaine e a marcela, também eram. acho que só havia uma loira na época, que se não me falha a memória atendia pelo nome de rosy. e depois que a nana e a marcela saíram, entrou a giovanna (antonelli), que também era (é) morena].
2. eu quase morri eletrocutada em madrid. (V)
foi em dezembro de 2000. não me perguntem como, mas eu consegui deixar cair um secador de cabelo ligado na tomada numa pia cheia d´água (que na ocasião funcionava como um ‘balde’ que deveria gelar uma garrafa de leite – uma coisa dessas obviamente não poderia dar certo!). eu estava descalça, molhada e enrolada numa toalha igualmente molhada. num impulso, meti a mão dentro d´água para salvar o secador. só estou aqui para contar a história porque, no exato momento em que minha primeira ponta de dedo tocou a água, o disjuntor disparou e acabou com toda a luz do hotel convención pelos quarenta minutos subseqüentes. sim, por literalmente um triz eu não voltei morta, e preta, da minha lua-de-mel! o mais curioso é que agora em dezembro eu queimei outro secador na espanha, desta vez em santiago, e ele levou junto toda a luz do prédio da flá por pelo menos uns vinte minutos (até nós acharmos o tal do disjuntor!). e, não, eu não sou desastrada - meus secadores de cabelo é que já nascem destinados a morrer na espanha.
3. eu já dancei a ave maria de gounod, de calcinha e sutiã, ao meio dia, no palco externo do teatro josé de alencar. (V)
coisa que saiu da cabeça (maravilhosamente louca) do fernando mendes – que Deus o tenha! éramos eu, carlota, vilemara e christiane, de calcinha e sutiã, escandalizando o povo, debaixo de um escaldante sol de meio dia, e em cima de uns cavaletes (uma coisa meio deborah colker), naquele jardim maravilhoso do burle marx. e a ave maria de gounod no mundo! isso foi em algum dia entre 1991 e 1993 e agora eu sei porque ‘jesuismechicoteia’ até hoje [não foi candy shop que eu dancei pelada em cima da mesa da santa ceia não!].
4. eu perdi um irmão. (V)
eu tinha mais ou menos uns quatro anos quando meus pais me deixaram na casa da minha avó esther e ficaram de me trazer um irmãozinho, que não chegou. não tenho muito mais referências do fato porque foi um episódio familiar doloroso sobre o qual durante muitos anos evitamos, todos, falar. só sei que a bolsa da minha mãe rompeu antes dos nove meses de gestação e o médico esperou tempo demais, e que eu gostaria, muito, de ter tido esse irmão. sempre tive a sensação de que eu teria tido com ele a afinidade que nunca tive com minha irmã.
5. eu perdi um bebê. (V)
foi no final do ano passado. tive o que a medicina chama de aborto espontâneo retido, coisa comum na primeira gravidez. descobri numa ultrassom de rotina, às onze semanas de gestação. foi bem triste e ainda não me sinto preparada para falar muito mais sobre o assunto.
6. quando eu morava na espanha, os meus colegas do curso de espanhol para estrangeiros achavam que eu era filha do presidente do brasil. (V)
essa é engraçada. era 1995 e eu fazia um curso intensivo de espanhol para estrangeiros nas imediações da calle princesa, em madrid. éramos eu e minha prima carol, brasileiras; um casal de japoneses; um casal de americanos; um alemão; algumas holandesas; e um árabe, o rabah. o rabah era super engraçado e me ensinou a escrever, da direita para a esquerda, o meu nome em árabe, que ficou parecendo uma bonequinha. do nada, só para zoar, ele inventou que eu era filha do presidente do brasil. as holandesas tinham amigas holandesas em outras turmas e estava formado o fuzuê. na hora do intervalo, chovia de gente na porta da nossa sala para conhecer ‘a filha do itamar’. e de nada adiantava eu dizer que era invenção dele, porque ele dizia que eu não admitia por questões de segurança... acho que até hoje tem gente aí pelo mundo que conta que estudou espanhol com a filha do presidente do brasil.
7. eu tenho intolerância à lactose. (V)
descobri há uns dois anos. desde então, só tomo leite de soja. me recuso a tomar lactase sintética (a enzima que produzo menos do que necessitaria para metabolizar a lactose, açúcar presente no leite e derivados) e vou controlando como dá. passei três meses sem comer absolutamente nada que contivesse lactose. nessa época, descobri que quase tudo contém lactose ou o que eles chamam de ‘traços de leite’. comer fora de casa era quase impossível. só dava para comer sushi, sem queijo. hoje até posso comer pizza e sorvete, só não dá mais para comer os dois no mesmo dia.
8. minha mãe foi operada de apendicite quando estava grávida de mim. (V)
ela estava com três meses de gravidez e começou a sentir alguns sintomas. naquela época, a medicina não dispunha de métodos para comprovar o diagnóstico e o médico resolveu operá-la ‘no escuro’, porque coincidentemente a mulher dele tinha tido a mesma coisa, também grávida, alguns meses antes, e era apendicite. numa situação dessas, se a pessoa não opera, o apêndice pode supurar e o risco de morte é iminente. e foi assim que, mesmo não garantindo a sobrevivência do bebê (que no caso era eu!), ele resolveu operar a minha mãe. e era apendicite. e a operação foi um sucesso. e eu sobrevivi.
9. meu pai foi atropelado por um ônibus quando tinha 7 anos de idade. (V)
triste, mas também é verdade. ele foi comprar pão, soltou a mão do empregado, correu e não viu o ônibus - sabem como é criança. saiu até no jornal, com a fotinha dele da primeira comunhão – a mesma que estampa um porta-retrato na casa da minha mãe. outro dia, a minha avó me mostrou o jornal amarelado e eu não gosto nem de lembrar do que dizia a manchete sobre a foto. foi bem grave. ele passou vários meses deitado e teve praticamente que reaprender a andar, tadinho! mas superou, e hoje joga tênis toda terça e quinta de manhã. e tem só uma cicatrizinha desfalecida na barriga, onde teve de operar a bexiga, que estourou.
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viram só a pegadinha? todas as alternativas verdadeiras... mas eu falei que o meme era adaptado... pra vocês verem como todas essas coisas podem acontecer a uma só pessoa, numa só família, ainda mais se essa pessoa for eu, e essa família for a minha.
domingo, 8 de março de 2009
v ou f
1. quando eu tinha treze anos, fui convidada para ser angelicat (leia-se 'paquita da angélica') e não aceitei.
2. eu quase morri eletrocutada em madrid.
3. eu já dancei a ave maria de gounod, de calcinha e sutiã, ao meio dia, no palco externo do teatro josé de alencar.
4. eu perdi um irmão.
5. eu perdi um bebê.
6. quando eu morava na espanha, os meus colegas do curso de espanhol para estrangeiros pensavam que eu era filha do presidente do brasil.
7. eu tenho intolerância a lactose.
8. minha mãe foi operada de apendicite quando estava grávida de mim.
9. meu pai foi atropelado por um ônibus quando tinha 7 anos de idade.
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marquem v ou f que eu passo o gabarito no próximo post.
[meme, adaptado, da jana - a falta do que fazer nos meus domingos está me matando!]
sexta-feira, 6 de março de 2009
sawyer´s mistake
3 anos não é tempo suficiente para se esquecer um grande amor.
[es-tu-pe-fa-ta com o oitavo episódio da quinta temporada de lost, que acabo de assistir]
---------------------------------
sem mais para o momento.
[es-tu-pe-fa-ta com o oitavo episódio da quinta temporada de lost, que acabo de assistir]
---------------------------------
sem mais para o momento.
terça-feira, 3 de março de 2009
sinal de fumaça
queridos, apenas para fazer um sinalzinho de fumaça e dizer que, apesar da falta de exposição da minha figura nesta biroska nos últimos dias, ainda vivo e ainda me acontecem coisas, e me ocorrem pensamentos. aí vão alguns aleatórios:
*desde ontem dou de cara com a lua na subida da rampa que me leva ao portão da osvaldo cruz, na saída do trabalho. bonita que só, mesmo meio encoberta por uma nuvem fina e não estando cheia. uma pequena alegria dos meus dias - das minhas noites, para ser mais exata.
*ameaça cair uma chuva torrencial sobre fortaleza. saiu até no jornal: três dias e três noites de tempestade sem parar. eu, com todo o meu respeito (leia-se pavor) a fenômenos da natureza com pontecialidades apocalípticas, me empenho apenas em manter minha despensa garantida para qualquer eventualidade.
*e por falar em comida, já emagreci 4 dos (pelo menos) 7 quilos que me propus a secar. projeto couro e osso a todo vapor.
*apesar de estar um tanto saturada com algumas coisas no trabalho, e já começar a considerar seriamente as possibilidades de um plano b, que inclui um doutorado aqui ou fora, confesso que nunca me senti tão útil e importante numa função. tenho aprendido a perceber e valorizar minhas competências e a vida tem me confirmado que 'o que é do homem, o bicho não come'.
*e por falar em trabalho, descobri hoje que minha alcunha na faculdade, entre alunos - e alunas - de primeiro a décimo semestres, é 'deusa grega'. estou certa de que há alguma sacanagem ou ironia implícita, que ainda descobrirei, motivando esta nomeação, mas fiquei feliz por não ser conhecida por coisas piores, como 'dançarina de lambada', por exemplo. só fiquei aqui a (over)pensar em que deusa seria eu: atenas, themis, afrodite, hera, ... ???? - aceito palpites.
*voltar para a academia (nem que seja a daqui do prédio), para a análise e para o francês. preciso encontrar uma maneira para estes três retornos. desejem-me sorte e, sobretudo, coragem.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
pára tudo e chama a nasa!
tá certo que ninguém merece michael sullivan & paulo massadas, mas a ana carolina cantando um dia de domingo vai para o top 10 das melhores regravações de todos os tempos.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
eu queria ter um sobrinho assim!
e já que temos falado dele nos últimos posts: lico está nos estados unidos e sou eu quem está fazendo intercâmbio. como sou a melhor da família no inglês, desde que ele partiu, em setembro do ano passado, tenho trocado emails regularmente com a sharon, que é a mãe americana dele - uma mulher incrível e admirável que, junto à eleição de obama, me fez acreditar que existe vida inteligente na américa. a propósito, transcrevo o email que acabo de receber:
"Hi Candice,
Our Sunday at Marty's mom's was nice. She made swiss steak and mashed potatoes. She made Kalil's favorite banana creme pie for desert.
Tomorrow we will be up to almost 60 degrees and sunshine! Spring!
If you travel to the USA you MUST come to Michigan! It would be great! Forget New York, Just a big dirty city...lol. Just kidding, I'm sure it's nice. I just want you to come here...lol.
Tonight we went with Kalil to the school. He was honored for being chosen for the "circle of excellence". Here is what his math teacher said about him: "It is my pleasure to nominate Kalil for the Circle of Excellence. Kalil, who is a foreign exchange student, has been a stand-out performer in our Physics class. He is always at the top of the class on homework and tests. Kalil is very creative in his solutions to problems. Other students look to him for help when they are frustrated with a problem, and he is more than happy to assist them. Kalil is also good at asking appropriate and thought-provoking questions in class discussions. His presence makes the class better for all of us, and we are very pleased to have him at Lakewood."
It is quite an honor for him. His parents would be very proud of him. We, as host parents were.
I'll try to send a photo of tonight.
Talk to you soon. Have a great week.
Love, Sharon."
Our Sunday at Marty's mom's was nice. She made swiss steak and mashed potatoes. She made Kalil's favorite banana creme pie for desert.
Tomorrow we will be up to almost 60 degrees and sunshine! Spring!
If you travel to the USA you MUST come to Michigan! It would be great! Forget New York, Just a big dirty city...lol. Just kidding, I'm sure it's nice. I just want you to come here...lol.
Tonight we went with Kalil to the school. He was honored for being chosen for the "circle of excellence". Here is what his math teacher said about him: "It is my pleasure to nominate Kalil for the Circle of Excellence. Kalil, who is a foreign exchange student, has been a stand-out performer in our Physics class. He is always at the top of the class on homework and tests. Kalil is very creative in his solutions to problems. Other students look to him for help when they are frustrated with a problem, and he is more than happy to assist them. Kalil is also good at asking appropriate and thought-provoking questions in class discussions. His presence makes the class better for all of us, and we are very pleased to have him at Lakewood."
It is quite an honor for him. His parents would be very proud of him. We, as host parents were.
I'll try to send a photo of tonight.
Talk to you soon. Have a great week.
Love, Sharon."
-----------------------------
meu nome é orgulho. e, além de tudo, é lindo.
[será que eu estou ficando para titia???!!!]
domingo, 8 de fevereiro de 2009
boa noite, benjamin
eu sempre pensei muito sobre o tempo, mas ultimamente sinto que é ele quem tem pensado sobre mim. e tem me chamado, sutilmente, para me lembrar que vai passar, mais rapidamente do que imagino, deixando para trás todos os pores-do-sol que eu continuar insistindo em preterir em favor de coisas menos bonitas e importantes [ah como dói tomar consciência da vida!]. e aí, para acabar de transfixar a adaga no meu pobre e dom-quixotesco coração, assisti o curioso caso de benjamin button. lindo de morrer. domingo é mesmo dia que não gosta de ver ninguém bem.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
diário de uma insone
dormi o sábado inteiro, de cansaço acumulado da semana. tenho trabalhado como uma camela, de dia, de tarde, de noite e de madrugada, numa insanidade inescusável e que pretendo não repetir. passei meu dois de fevereiro numa correria tão grande que nem lembrei de iemanjá. queria ter estado em salvador, molhando os pés no mar do rio vermelho e fazendo minha oração anual na igreja de santo antônio da barra, num ecumenismo possível apenas na bahia. agora estou aqui, às três da manhã, acordada como se estivesse no fuso da costa oeste americana. acabo de chorar espessas lágrimas com o leitor, de stephen daldry . kate winslet está fantástica como sempre e faz jus à indicação ao oscar de melhor atriz. ralph fiennes continua de uma dignidade irretocável e a história é bela e densa como uma mesa de jantar de madeira maciça de doze lugares. recomendo aos mais pacientes e sensíveis, que são dois a cada três dos gatos pingados que ainda freqüentam esta biroska.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
mr. buster
a fá, que também é uma alma sensível amante de vininha, me deixou este comment no último post:
can, o "poetinha" está sempre vivo na vida da gente, não? a gente - bien entendu- as pessoas de sensibilidade no coração! lembrei do poema q ele escreveu pro mr. buster, lembra?
"olhe aqui, mr. buster: está muito certo que o sr. tenha um apartamento em park avenue e uma casa em beverly hills. está muito certo que em seu apartamento de park avenue o sr. tenha um caco de friso do partenon, e no quintal de sua casa em hollywood... está tudo muito certo, mr. buster – o sr. ainda acabará governador do seu estado e sem dúvida presidente de muitas companhias de petróleo, aço e consciências enlatadas. mas me diga uma coisa, mr. buster. me diga sinceramente uma coisa, mr. buster: o sr. sabe lá o que é um choro de pixinguinha? o sr. sabe lá o que é ter uma jabuticabeira no quintal? o sr. sabe lá o que é torcer pelo botafogo?" genial...bjk fá.
------------------
é, querida, e já diria o tom que "viver nos estados unidos é bom, mas é uma merda. viver no brasil é uma merda, mas é bom."
e é por isso que o meu lilil está voltando. e dentro de mais quinze dias eu estarei numa cozinha, cheirando a chocolate meio amargo e com o coração explodindo de felicidade. e para quem pensou outra coisa, pelo tamanho do rapaz da foto na neve, ele é tecnicamente meu sobrinho, espiritualmente meu irmão, sentimentalmente meu filho, silenciosamente meu amigo, incondicionalmente meu amor.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
eu não ando só, só ando em boa companhia...
semana passada eu ganhei um cdzinho muito fofo e agora andamos, para cima e para baixo, no carrinho amarelo, eu, vininha e toquinho. gravado em milão na década de 70, cheio de músicas da fase baiana, e com insensatez, que eu gosto cada vez mais, dedicada ao tom na faixa 5 (que bem poderia ser a 8). e eu vou rindo, nos meus caminhos - de casa para o trabalho, e do trabalho para casa, com alguma incursão eventual ao supermercado ou ao posto de gasolina. vou rindo do escracho (maravilhoso) do vinícius em sua última década de vida. vou rindo de pensar na cara do pessoal do itamaraty e dos poetas ortodoxos da época ao ouvir músicas como tatamirô e testamento*. vou rindo, cantando e mandando para a tonga da mironga do kabuletê, com todas as minhas forças, como um mantra em nagô, as 'malas' que têm passado pela minha mesa nos últimos dias (e também aquelas que eu sei que ainda irão passar!).
*você que só ganha pra juntar
o que é que há, diz pra mim, o que é que há?
você vai ver um dia
em que fria você vai entrar
por cima uma laje
embaixo a escuridão
é fogo, irmão! é fogo, irmão!
[pois é, amigo, como se dizia antigamente, o buraco é mais embaixo... e você com todo o seu baú, vai ficar por lá na mais total solidão, pensando à beça que não levou nada do que juntou: só seu terno de cerimônia. que fossa, heim, meu chapa? que fossa!]
você que não pára pra pensar
que o tempo é curto e não pára de passar
você vai ver um dia, que remorso, como é bom parar...
ver um sol se pôr
ou ver um sol raiar
e desligar, e desligar
[mas você, que esperança... bolsa, títulos, capital de giro, public relations (e tome gravata!), protocolos, comendas, caviar, champanhe (e tome gravata!), o amor sem paixão, o corpo sem alma, o pensamento sem espírito (e tome gravata!) e lá um belo dia, o enfarte; ou, pior ainda, o psiquiatra]
você que só faz usufruir
e tem mulher pra usar ou pra exibir
você vai ver um dia
em que toca você foi bulir!
a mulher foi feita pro amor e pro perdão
cai nessa não, cai nessa não!
[você, por exemplo, está aí com a boneca do seu lado, linda e chiquérrima, crente que é o amo e senhor do material, e é que o distinto está muitíssimo enganado. no mais das vezes ela anda longe, perdida num mundo lírico e confuso, cheio de canções, aventura e magia, e você nem sequer toca a sua alma. é, as mulheres são muito estranhas, muito estranhas]
você que não gosta de gostar
pra não sofrer, não sorrir e não chorar
você vai ver um dia
em que fria você vai entrar!
por cima uma laje
embaixo a escuridão
é fogo, irmão! é fogo, irmão!*
----------------------
[vinícius de moraes & toquinho]
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
anjo de mim
e hoje eu sonhei e falei com o meu amor que está nos estados unidos, morrendo de frio e de saudades. eu sei que existem certas ligações que nem um oceano inteiro é capaz de desfazer, mas no dia em que nós pendurarmos uma faixa de boas-vindas de volta bem na frente de um prédio da maria tomásia, e eu fizer uma receita inteira de petit gateau para ele, meu coração vai explodir de felicidade. amor maior não pode existir.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
... e o meu coração, embora finja fazer mil viagens, fica batendo parado naquela estação...
tentando me alimentar retroativamente das belezas vistas para aguentar o tranco por aqui.[uma caminhada pelo retiro tem o poder de me manter viva por anos, eu sei.]
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e hoje foi o meu troço quem foi embora para salamanca. ela e camis: dois ótimos motivos para voltar à minha terra ainda este ano. vontade não me falta, só milhas.
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pequena alegria do dia: minha fugida de duas horas esta tarde para ver fatal, em cartaz no espaço unibanco do dragão do mar: um filme americano com direção espanhola e estrelado por penélope cruz - apresentação por demais simplista para a delizadeza que percebi e que poderia me fazer escrever um post completo, o que farei se tiver tempo, e me restar inspiração, no final de semana, ok queridos? caso contrário, fica a indicação, lembrando que é preciso ter sensibilidade para entender a mensagem subliminar, senão o filme se torna de uma pieguice quase irritante.
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e o bom foi a crise de riso que eu tive quando a cara-de-pau sentada na minha frente atendeu o celular e, bem baixinho, disse: "eu estou numa reunião." haja oléo de peroba!
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